domingo, 31 de outubro de 2010

Mais um...

... fantastico texto, desta vez de Francisco Pires. Sei que é longo, mas e fantastico. Aqui fica:

O Nosso Muro de Berlim

Em Setembro de 1988, enquanto estava em estágio na República Federal Alemã, a Guida foi-me visitar. Dos muitos passeios que fizemos, um foi a Berlim e Praga, com vistos da República Checa nos nossos passaportes que, avisada e atempadamente, garantimos antes de sair de Portugal. Os vistos eram precisos, não para atravessar a RDA indo da RFA para Berlim Oeste - essa “ilha” da RFA no meio do “mar” RDA - mas para entrar na República Checa. A Berlim Leste, ao outro lado do Muro, não iríamos por falta de tempo e de interesse, pois queriamos ver Dresden, em trânsito como era apenas permitido, e visitar Praga, tudo nesse fim-de-semana.

Em Berlim Oeste fizemos o habitual sight-seeing tour e, num dos poucos passeios a pé que se lhe seguiram, fomos meditar para uma espécie de miradouro do Muro, junto do qual passava um dos muros de segurança erguidos paralelos ao Muro de Berlim própriamente dito. Aí relembrámos, sempre em silêncio, sem palavras, as atrocidades nazis, o atraso estúpido dos regimes comunistas de leste e, quase em carne viva, as vítimas da liberdade que o Muro, aquele mesmo, ali mesmo à nossa frente, já tinha feito e continuaria a fazer. Obviamente deixámos nele escritas as nossas mensagens de “morte ao muro!” e “abaixo o muro!” entre muitas outras assim, que o tingiam de alto a baixo e em todo o seu comprimento.

De uma das fendas que o muro exterior tinha, trouxemos uma pequena pedra, pouco maior que um dedal, que tinha um bocadinho de tinta cinza-azulada no lado mais plano.

A pedrinha, à qual saudosa e carinhosamente chamávamos o Nosso Muro de Berlim, chegou a casa no meio das bujigangas da nossa viagem. Contráriamente à maior parte dos “calhaus” que, para recordação, eu teimo em transportar das serras e praias que visitamos – alguns bem pesados – esta pedra era muito pequenina, um pedacinho de cimento apenas. Nem dava para nela se escrever Berlim-1988, para a documentar. Portanto rapidamente desapareceria se não fosse tratada como uma “relíquia”, posta sobre um pedestal ou numa caixinha transparente a fazer de redoma.

Numa caixinha a pedra andaria aos trambolhões mal lhe pegássemos, para a ver ou mostrar aos amigos. Optei pela primeira solução. Depois de umas tentativas de escolha de materiais qualificáveis para o efeito, resolvi usar, para o improvisado pedestal, uma tampa em acrílico de um frasco de perfume da Guida. Tinha o aspecto de um vidro grosso, dobrado em “L”, maior de um lado que do outro, transparente, cristalina. Enfim, a tampa tinha um design tal, que, deitada, parecia mesmo feita para aquilo!

Colei-lhe o bocadinho do Muro numa gota de cola termoplástica. Ficou com um certo aspecto de “souvenir” profissional, mais até do que era desejável, mas, contudo, apresentável sem enxovalhar muito o Muro, e passou a bibelot numa das prateleiras altas da estante do escritório.

Um belo dia, alguns anos depois, ao tirar um livro lá de cima sem recurso a cadeira ou escadote, mandei ao chão a peanha com o Muro de Berlim, que no acto se soltou da cola, e se fez em dois pedaços. Peguei nas duas peças com cuidado e, enquanto não arranjava vagar para refazer a minha “obra de arte”, coloquei-as em cima da cómoda da sala, no meio dos nossos retratos de família.

Passaram-se dias, mais esquecidos que ocupados, até que numa dada altura reparei que uma das peças – o Muro propriamente dito - tinha desaparecido de cima da cómoda.
Fui ter com a Guida ao escritório.
- Guida, mexeste no nosso Muro de Berlim?

A Guida não tinha mexido em nada e agora que eu perguntava reparava que já não via a pedra havia dias.

- Pergunta à Conceição, com as limpezas pode tê-lo mudado de sítio.

A Conceição, então uma senhora de setenta e muitos anos, era nossa empregada de casa havia mais de 20 anos, desde um pouco antes do nascimento da Inês.

A palavra “limpezas” quando invocada enquanto havia algo desaparecido em casa fazia-me entrar em pânico. Temi o pior e, em pleno stress póstraumático, chamei:

- Ó Dona Conceição.

- Sim, Sr. Engenheiro.

Respondeu-me da copa, estava a passar a ferro. Perguntei então da sala com um tom de voz muito suave, como quem pede um favor, como quem faz uma prece.

- Reparou num pedacinho de cimento que estava em cima da cómoda, no meio das fotografias?

- Cimento? Ah, sim, Sr. Engenheiro. Limpei tudo antesdontem.

Levei as mãos à cara enquanto fechava os olhos e respirava fundo sustendo a respiração. A boa Dona Conceição, estranhando o meu silêncio perguntou enquanto se assomava à porta da sala.

- Porquê, Sr. Engenheiro? - Percebia-se-lhe na voz um receio de que teria feito uma asneira. - Fazia-lhe falta?

Expirei prolongadamente. Ainda mal refeito, retorqui.

- Não, nada, Conceição. Aquele cimento - suspirei – nunca fez falta nenhuma!

sábado, 30 de outubro de 2010

1 Ano!

Faz hoje um ano que passei a ser conhecido simplesmente como "O pai da Inês!". Parabéns filha! Amo-te!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Outro novo espaço!

Aqui fica a divulgação de mais um novo espaço. Desta vez, deixo-vos o Blog do Sport Clube Odemirense, com toda a informação do clube. Força ai pessoal! Agora que também faço parte das equipas tecnicas da formação do clube, deixo aqui toda a disponibilidade para ajudar naquilo que puder!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

RIP


Foi com enorme tristeza que li hoje a noticia da morte do Polvo Paul. Esse Zandinga sub-aquatico dos tempos modernos.
Aos dois anos e meio de idade (os da sua especie tem uma esperança de vida de cerca de tres anos) Paul morreu. E encontra-se neste momento disponivel para acompanhar um arroz malandrinho.
A verdade é que se o Polvo Paul morreu, há outros polvos que resistem à passagem do tempo, perdendo cada vez mais a vergonha, e estando cada vez mais activos e influentes.

Nota

Aqui fica a divulgação de um espaço que já existe pelo menos desde Maio, mas que apenas descobri ontem através do Facebook.
Clicar na imagem.

Já tenho saudades...

... de dar um mergulho no azul nos alteirinhos! Vale-me "O Maior" para matar saudades!
Gaivota dos Alteirinhos - Jorge Palma

Chorei muito na tua ausência


Falando nisto, deixo-vos uma das referencias musicais do Chaparro de Ferro, que brilhou durante meses na nossa Radio Chaparro com o hit "Vamos embora para Barbacena", Joselito Maia. Desta vez a ilustrar o Post com o sucesso do momento. Mas quem será...



Obrigado Rui pela dica.

domingo, 24 de outubro de 2010

Notas rapidas

O Benfica jogou uma miseria.
No ano passado tinhamos goleado esta equipa por uns cinco.
A incapacidade da equipa pressionar é muito preocupante.
Que tal trocar o Jara pelo Nelson Oliveira em Janeiro?
O que aconteceu para esta mudança tão grande?
Os arbitros em Portugal, matam o nosso futebol com a sua incompetencia.

Fotografia da Semana


Autor desconhecido

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Apontamento

Fruta Fresca

"Brasileiras em arcas na boîte de Reinaldo
Vice do FC Porto apanhado em rusga na Taverna do Infante. Nove mulheres identificadas.
Saiba mais pormenores na edição de hoje do jornal 'Correio da Manhã'."
in Correio da Manha

Tudo bons rapazes portanto....

Lyon

Tenho andado afastado dos posts futebolisticos. E geralmente só tenho abordado os jogos do nosso Glorioso Campeão Nacional nas derrotas. E hoje não foge à regra. Isto acontece porque as vitorias não me tem empolgado, nem as exibições. E toda a mafia e corrupção que paira constantemente e impunemente à volta do desporto portugues tem-me afastado um pouco do futebol. Desporto esse que tanto adoro.
São varios os jogos do Benfica deste ano que nem vi. E ontem preferia não ter visto. Foi a pior exibição do Benfica que me lembro desde os tempos de Quique Flores.
Creio que o Lyon é uma equipa muito parecida ao Benfica. Mas ontem a diferença foi abismal. O Lyon foi muito superior ao Benfica e banalizou completamente a equipa encarnada.
Apenas tres jogadores Benfiquistas fizeram exibições positivas. O normal Fabio Coentrão, aquela maquina, com uma exibição portentosa. Continuo convencido que rende muito mais a lateral. Javi Garcia, sozinho no meio campo fez o que pode. E Roberto, responsavel por não termos saido de França com um saquinho cheio.
Não é facil apontar o que correu mal ontem. Incapacidade para ter a bola, apatia geral (excepto Coentrão) e erros inacreditaveis a nivel defensivo a que o Benfica de Jesus ja nos tinha desabituado.
Mas o grande problema que vejo no Benfica desta epoca são as transições. Quer defensivas quer ofensivas.
Ramires é o grande problema do Benfica desta epoca. Ele era o pendulo da equipa, equilibrando todos os sectores quer na transição ofensiva quer defensiva (principalmente nesta). E a sua saida foi um rude golpe na equipa encarnada. Mas verdade seja dita, nem ele, nem Saviola, nem Coentrão merecem jogar numa liga tão pequena e corrupta.
Martins confere agressevidade, talento e poder de fogo ao meio campo encarnado, mas não consegue transmitir-lhe equilibrio. Não é nem tacticamente nem fisicamente capaz de o fazer. Mas dos quatro do meio campo encarnado, é ainda o que mais se esforça.
Aimar é talento puro, mas embora esforçado a nivel defensivo pouco acrescenta.
Gaitan. Tenho de falar deste jogador que está a ser a minha maior desilusão esta epoca. Apostava muito nele, e espero não estar enganado. Mas a cada jogo que passa, estou a ver que talvez não seja o jogador que eu pensava que ele era. Com um olhar vidrado, parece sempre fora do jogo. Tecnicamente é fantastico, mas como dizia a minha avó "Mais vale quem quer do que quem pode", e Gaitan não tem a atitude correcta. Defensivamente não existe, e ofensivamente está geralmente escondido do jogo. Da-me a sensação que precisa de uns bons pares de estalos para ver se acorda para a vida! O segundo amarelo de ontem, foi a ilustração de tudo o que estou a dizer.
De Salvio pouco há a dizer, e Jara não me parece melhor que Nelson Oliveira. Mais uma vez me repito, dizendo que Nelson Oliveira e David Simão nada ficam a dever às jovens apostas sul americanas do Glorioso. Precisam de tempo para se adaptar? Também os jovens portugueses precisam para se adaptar a um novo escalão.
Creio que é urgente comprar um jogador de transição, que confira à equipa estabilidade, e deixar que Carlos Martins vá tomando o lugar de Pablo Aimar. Creio que se isso acontecer, o interior oposto (Gaitan, Salvio ou outro que chegar) estará muito mais solto para desiquilibrar na frente. Falo constantemente de Manuel Fernandes e de Paulo Machado.
Veremos se os interesses da equipa, e do futebol nacional, começam a estar à frente dos interesses dos abutres do desporto.

Para quem tem filhos bébes

"A Aliança Europeia de Segurança Infantil
e a ANEC, Voz do Consumidor Europeurecomendam que os pais, avós e educadores utilizem alternativas mais seguras que os andarilhos (aranhas) e aconselham os profissionais de saúde a não promover o uso deste tipo de artigo para crianças.
Estes dois organismos europeus divulgaram ontem (18/10/2010) uma declaração de posição comum sobre o risco de lesões para crianças causado por andarilhos. Como parceira da Aliança e da ANEC, a APSI (Associação para a Promoção da Segurança Infantil) é também signatária desta declaração.
Em muitos países europeus, como a Suécia, Grécia e Portugal, os andarilhos provocam mais lesões do que qualquer outro artigo de puericultura, causando um número inaceitavelmente elevado de acidentes graves, como quedas, queimaduras e intoxicações.
Infelizmente, a maioria dos pais ainda acredita que o andarilho ajuda a criança a andar mais depressa e que é um lugar seguro para a deixar entretida, enquanto realizam outras tarefas. Mas ambas as noções não correspondem à realidade. Os andarilhos podem dificultar a aprendizagem do andar e aumentam o risco de lesões por acidente. A maioria dessas lesões são causadas por quedas, principalmente em escadas, e queimaduras, na maioria das vezes, no rosto e no peito, que podem deixar cicatrizes para toda a vida.
Sendo que os andarilhos não são um artigo de puericultura essencial e que o seu uso pode levar a acidentes com lesões graves, os parceiros europeus da ECSA e ANEC decidiram tomar uma posição comum e promover a não utilização dos andarilhos.

No comunicado, as duas entidades sugerem que:
Os profissionais de saúde alertem os pais de recém-nascidos, nas consultas de rotina, para o perigo dos andarilhos. Devem enfatizar os riscos de queda de escadas e o risco de o bebé chegar a objectos que pode puxar e que vão magoá-lo pelo impacto ou mesmo queimá-lo.
Os pais devem ser informados da existência de alternativas seguras como como os parques ou os centros de actividades fixos.
Devem também ser informados que os andarilhos não ajudam o bebé a começar a andar, pelo contrário atrasam o seu desenvolvimento.
Os resultados destas medidas devem ser avaliados. Se o número de acidentes não diminuir devem ser adoptadas outras, como a proibição de comercialização deste tipo de artigos.
De referir que no Canadá, a comercialização de andarilhos está proibida desde 2004. Em países como o Reino Unido ou Canadá, vários grupos de especialistas têm pedido essa proibição, mas os governos ainda não pararam para legislar sobre a questão.
É entre os sete e os 15 meses de idade que acontecem mais acidentes com andarilhos. Cerca de metade são quedas de escadas e em mais de metade dos casos registam-se traumatismos cranianos.
No seu site, os conselhos da APSI são quase palavras de ordem: «Diga NÃO aos andarilhos! Não compre. Não aceite como oferta. Não use. Se já tem um, deite-o fora, mas de modo a que não possa ser usado por mais ninguém.»"

Aqui

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mais um...

... grande texto de Fernando Alvim no seu blogue Espero bem que não. Aqui fica!

"A crise é faltar a luz!

Que fique claro, a crise é uma coisa má. Não há linha nenhuma que me convença do contrário. É uma coisa má, não há volta a dar-lhe, mas, - e esta é que é a verdade - aconteceu. A crise é como se fosse um acidente. É claro que há sempre alguém que irá dizer que podia ter sido evitado, que a culpa é da ganância e do capitalismo, mas aqui entre nós, quando se tem um acidente de viação, a ideia de que se tivéssemos ficado em casa aquilo não nos teria acontecido, também nos ocorre. E isto leva-me a concluir, que eventualmente se não vivêssemos, a crise não existiria. Melhor ainda, se o mundo não existisse, não havia crise. Aliás, até um miúdo de 4 anos de idade sem ser muito esperto, percebe que a melhor solução para acabar com a crise, é precisamente acabar com o mundo. E pronto, temos isto resolvido. Morremos todos, o mundo acaba, com ele a crise também, fecham-se as cortinas e já está, até um dia destes, foi um dia muito bonito.
Mas não, o mundo não pode acabar assim e a crise pode não ser assim tão má. Reparem bem, a crise é faltar a luz. E só isso. E quando falta a luz, apetece falar sobre isso com os vizinhos para perceber se também lhes aconteceu. E aqui entre nós, há uma certa felicidade quando estes nos dizem que sim, que é geral e que está tudo sem luz e entre e beba aqui um copo connosco que está tão bom. E enquanto há uns homens quaisquer que estarão a tentar solucionar o problema - que é o que dizem sempre na linha da EDP - o melhor é irmos acendendo as velas. Seja para ver alguma coisa ou simplesmente rezar à nossa senhora de Fátima.
Daí que esta crise é uma avaria geral que uns homenzinhos estão a arranjar. Isto é, arranjaram um problema e estão a tentar solucioná-lo, embora nós tenhamos também contribuído para ele. Porque se a luz foi abaixo, foi porque quisemos ligar tudo ao mesmo tempo e o quadro não aguentou. Foi exactamente isto. Ora vejam lá se os interruptores laranjas não estarão todos em baixo?! Pois estão. E se os colocarem de novo para cima, o que é que acontece? Garanto-vos que não se irão aguentar nem um segundo. E isto porquê? Porque ainda não há energia suficiente para que isso aconteça. E sendo assim, o que fazer? Acumulá-la, poupá-la, viver de igual modo, mas com menos ingredientes. Isto é exactamente igual a uma dieta. Pode-se comer as mesmas coisas, mas sem abusar do sal e das gorduras polinsaturadas. Pode-se viver na mesma, mas sem os luxos e excedentes do passado. E sabem que mais, pode até ser mais romântico viver sem luz. De preferência, com uma eslovaca à nossa espera.

Fotografia de Gods Emerald"

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A letra B

Por momentos senti-me a narrar um episodio da Rua Sesamo. Naqueles quadros tematicos sobre letras especificas, que se seguiam ao quadro do Conde de Contar, ou do João Esquecido. Hoje iremos falar da letra B. B de burro, de bacalhau, de buraco, de bife, de biltre, de bafo e de batota.
Varias foram as sugestões para palavras, desde Banna, Benfica até a famosa sigla BF foi proposta. Agradeço imenso as vossas sugestões, mas a palavra escolhida para a letra B será Borrego.
Sou acusado pelo pessoal por só comer comidas de "velho" nos restaurantes. E entre elas, está o famoso ensopado de borrego que vem sempre à baila quanto esta conversa toma conta da mesa do café.
Mas é verdade, enquanto eles são uns meninos e so comem pizzas e bitoques, eu prefiro um bom ensopado, ou assado no forno. Também dispenso as sangrias e esse genero de bebidas manhosas em detrimento de um bom vinhozinho.
A conclusão a que chego é que não sou eu que como comidas de velho. Eu tou mesmo é velho! Essa é que é essa! Mas estar velho não é necessariamente mau. Em algumas culturas os idosos são vistos como os sabios, e alguem a respeitar. E realmente essa da sabedoria encaixa-me perfeitamente! Já sei, já sei, a modestia não é uma das minhas melhores qualidades.
Não posso falar de Borrego sem falar do Zé Borrego, o unico Serial Killer portugues. Para ser um serial killer, não basta matar muitas pessoas, essa designação é conferida atravéz de determinadas caracteristicas. Para encontrar, em Portugal, alguém que corresponda à designação, é necessário recuar até ao final da década de 1960, altura em que o comerciante Zé Borrego desceu das Beiras até Lisboa para, a mando de um poder divino, matar homossexuais, esquartejar os corpos e espalhá-los junto a linhas de água, onde finalmente seriam purificados.
E pronto de borregos estamos falados. Vamos começar a pensar na C.

Decididamente...

... mais apropriado.


Aqui

Ps. Outra perola:
José Eduardo Bettencourt dia 13-10-10 numa AG a referir-se aos socios. "Temos de acabar com a cultura de nos comermos uns aos outros".
Artigo total aqui.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Apontamento

Diz que ontem na Assembleia Geral daquele clube das camisolas às riscas, que parecem as barracas das praias da Figueira, a coisa azedou e se chegou mesmo a vias de facto.
Acho que os viscondes não gostaram do xadrez do fato do Costinha, tendo este, sido mesmo acusado de roubar mantas de piquenique para a sua costureira da Brandoa lhe fazer os figurinos. Dias Ferreira insurgiu-se contra a multidão em furia defendendo o "ministro", justificando-se dizendo que o Palhaço Batatinha também usava fatos aos quadrados, e nele ninguem bateu! Mas admitiu que entre Costinha e Batata (Batatinha é so para os amigos) há mais coisas em comum do que a simples farpela, embora a Costinha apenas falte a flor\bisnaga na lapela (até rimei) e o nariz de bola de pingpong vermelho.
Para terem uma noção da dimensão do motim, foram insultados varios dirigentes, a quem chamaram barbaridades como possidonios e azeitolas e foram vistos sapatos de vela a voar pelos ares, e diz quem viu que alguns socios até sairam da AG com o Pullover que levavam pelas costas um pouco sujo. Uma loucura!

Fotografia da Semana



Foto de Mário Alexandre Lopes

Ps. Costuma ser à segunda feira. Veio tarde mas chegou. Tarda mas não falha.

A de Abertura

Abertura de rubrica. Confesso que a ideia não foi minha, como já disse num post atrás vi esta ideia no excelente blog O Bom, o Mau e o Vilão. Foi o Mak, autor de excelentes textos que as vezes vos deixo por aqui que teve esta ideia e a implementou no seu blog. Fazer um post para cada letra do abcedario.
Bem, o A já está gasto, por isso começo desde já neste post a pedir ideias para a proxima letra, o B. Vamos la ver se vou conseguir chegar ao fim.
E o que dizer sobre a palavra abertura? Há muita coisa a dizer, desde a abertura da caça à rola, até à mais famosa abertura de todas, aquela abertura de pernas da Sharon Stone Basic Instinct de 1992. Já lá vai tanto tempo, que por esta altura a senhra já mal deve conseguir andar, quanto mais descruzar as pernas. Da abertura, ta caça a rola pouco ou nada posso dizer. Posso dizer que são precisos caçadores, e rolas!
Temos também as classicas aberturas dos nossos programas favoritos. Que muitos de nos insistem em ter como toque no telemovel, por exemplo o Baywatch theme, a abertura do Bocas, Dartacão ou Tom Sawyer.
Podia continuar a falar da palavra abertura, e das diversas maneiras de a causar, mas como não quero cair na ordinarice e quem me conhece sabe que se ha coisa que não gosto, é de ordinarices, vamos ficar por aqui. O B será melhor!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Televisão Digital Terrestre

Aqui fica um texto enviado pelo nosso amigo Rui Trindade! Muito obrigado Rui! Continua a escrever, que terei todo o gosto em postar!

"Sam, como prometido aqui está o texto sobre a TDT (Televisão Digital Terrestre) e as razões pelas quais acho que vamos ouvir falar bastante dela nos próximos tempos.


Estruturei o texto na forma de perguntas e repostas, para focar melhor os temas mais importantes e para tornar a leitura mais agradável (espero :P).


O que é a TDT?
A Televisão Digital Terrestre é uma nova tecnologia para transmissão do sinal de televisão através de sinal digital e vem substituir a televisão analógica tradicional.
Um sinal analógico é um tipo de sinal contínuo que varia em função do tempo, como por exemplo um velocímetro de ponteiros ou um termómetro de mercúrio. Sinal digital é um sinal com valores discretos (descontínuos) no tempo e em amplitude. Isso significa que um sinal digital só é definido para determinados instantes de tempo, e que o conjunto de valores que pode assumir é finito.

Porquê o surgimento da TDT?
Esta nova tecnologia foi adoptada a nível internacional por permitir uma utilização mais eficiente do espectro electromagnético (a gama de frequências que pode ser usada por diversos sistemas de comunicações sem fios como as redes móveis, televisão, rádio, internet wi-fi, etc.).
Assim, a troca da televisão analógica pela televisão digital vai libertar frequências que podem ser usadas para melhorar as comunicações sem fios já existentes e criar novos serviços, como por exemplo a emissão de TV para telemóveis.

Quais são as vantagens da TDT?
Para além das vantagens relacionadas com a libertação de frequências, com a TDT os telespectadores vão beneficiar de uma melhor experiência de televisão:
- Melhor qualidade de som e imagem quando comparada com a televisão analógica tradicional.
- Funcionalidades interactivas como Guia TV, Barra de Programação, Pausa TV, gravação da emissão ou agendamento de gravações.
- Oferta de um canal de alta definição, partilhado pelos operadores, para além dos canais RTP1, RTP2, SIC e TVI.


Mas eu já tenho televisão digital em casa. Quais são as diferenças para a TDT?
Existem vários tipos de televisão digital, suportadas por diversos meios:
- Cabo, usado nas grandes cidades pelos operadores de TV Cabo (ZON, por exemplo).
- Linha telefónica, usada nas grandes cidades pelos operadores telefónicos (PT/MEO, por exemplo).
- Satélite, usado fora das grandes cidades.
- Fibra óptica, usada em alguns locais das grandes cidades.
- TDT, cuja recepção é pública e usa antenas emissoras (grandes, localizadas em locais elevados, servindo grandes áreas) e receptoras (pequenas, localizadas nos telhados das casas ou em cima da própria televisão). Substitui a televisão analógica tradicional, que usa antenas do mesmo género. A recepção do sinal de TDT é gratuita, tal como acontece para a televisão analógica tradicional.


Quando vão desligar a televisão analógica?
A data marcada para o switch off (desligamento) das emissões analógicas é 2012, no entanto esta data pode ser anticipada, pois a empresa responsável pela implementação da TDT em Portugal, a PT, planeia ter todo o país coberto até final de 2010.
Quando o sinal de televisão analógico for desligado, todas as televisões que ainda funcionem através deste sistema deixarão de conseguir descodificar o sinal.

Se a minha televisão não estiver preparada para a TDT que devo fazer?
Apenas as televisões mais recentes já vem preparadas para suportar a TDT.
Para sintonizar a TDT nos aparelhos de TV mais antigos será necessário usar uma caixa descodificadora (uma set top box), semelhante à que já hoje é usada nos serviços de televisão digital. Vão estar disponíveis caixas mais básicas, que são mais baratas e apenas descodificam o sinal, e também aparelhos mais avançados e caros que permitem a gravação de programas.

Onde vamos poder comprar estes equipamentos e como podemos reconhecê-los? Qual será o seu custo?
As caixas descodificadoras vão ser comercializadas por vários fabricantes nas lojas da especialidade (Worten, Fnac, etc), não sendo distribuídas apenas através da rede da PT. As boxes mais básicas custarão cerca de 50 euros.

Vai ser necessário fazer instalação em casa?
Não está prevista a necessidade de instalações adicionais. O objectivo é de que os sistemas sejam fáceis de instalar, sendo o próprio cliente a ligar a box e a fazer a sintonização. Cada aparelho de TV necessita da sua própria box.


Penso que está aqui resumido o essencial da informação sobre este tema. De realçar os 50 euros, no mínimo, que se vai ter obrigatoriamente de gastar por televisão, para poder continuar a ver TV... É por esta razão que acho que este tema ainda vai dar muito que falar.
Qualquer dúvida é só perguntar ;)


Cumps"

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Férias

Eu não gosto de fazer deste blogue, um daqueles blogues que são simples diarios de quem os escreve. Contando o dia a dia dos seus autores. Não faria sentido faze-lo aqui, visto que isto é um blogue partilhado! Quer dizer, já escrevias por aqui qualquer coisa brogger!
Mas o que é certo é que tirando a fotografia da semana, que consegui postar enquanto estive de ferias, isto andou um pouco abandonado. Então aqui fica um post mais pessoal, e a relatar a minha ultima semana.
As ferias ainda não acabaram, mas agora já estou por casa até voltar a trabalhar. E estes dias que passei fora foram fantasticos. No inicio fui para Lisboa, aproveitei para ver a tourada à antiga Portuguesa no Campo Pequeno. Com Bastinhas ao seu nivel, e boas actuações de todos os cavaleiros, numa noite onde Rouxinol saiu triunfador. Grande noite!
Entre compras e muita coisa para fazer em Lisboa, chegou o sabado e lá rumei no Alfa Pendular até Coimbra! Sobre os U2 já falei. Inesquecivel.
Domingo apontei a bussola a norte, e rumei ao Gerês, onde fiquei instalado na Quinta do Agrinho. Foram dias tranquilos, numa paisagem linda, com muitas fotografias (que cada vez mais é um prazer) e muita comida boa! A destacar o restaurante O Pimpão, onde comi um cabrito assado no forno, e umas costoletas de veado. Ambos os pratos deliciosos, acompanhados de um Verde tinto da região. O serviço não foi o melhor, mas a comida compensou. E também a destacar, um dos melhores restaurantes onde já comi a par do Solar dos Presuntos. Falo do restaurante O Abocanhado. Este restaurante situa-se em Brufe, uma aldeia de pedra linda rodeada de montanhas rochosas, que em conjunto constroem uma paisagem maravilhosa. Lá, encontrei um local fantastico, bem decorado, com pessoal afavél e profissional. E principalmente comida e vinho deliciosos. Comi uma bela posta barrosã que se desfazia na boca, e provei um javali estufado delicioso. Acompanhei como sugerido, a carne mais uma vez com um Verde tinto da região e como sobremesa uma torta de laranja, também especialidade daquela zona.
Foram dias fantásticos, com a melhor companhia, comida e paisagem. Temos coisas lindas no nosso pais. Eu também adoro viajar pelo estrangeiro, conhecer coisas novas. Mas o meu conselho tem de ser este. Viagem, fora e dentro de Portugal. Viajar cá dentro também é um previlegio.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

domingo, 3 de outubro de 2010

This is ground control...

...for Major Tom!
E foi assim o inicio. Foi assim que descobri que toda a minha infancia fui enganado! Sempre que no natal passava na TV o tradicional circo, e eu ouvia falar do "Circo, o maior espetaculo do mundo"! Eu acreditava! Mas ontem descubri que realmente essa afirmação estava muito longe da realidade. E que a realidade é muito mais simples que isso. Ontem, dia 2 de Outuro de 2010, vi sim, ao vivo, aquele que é sem duvida o maior espetaculo do mundo. U2 ao vivo!
Tudo é pensado ao pormenor, não há falhas, nem nos efeitos visuais, nem no som, nem musicalmente falando onde tudo é perfeito.
Já vi na minha vida muitos concertos, desde muitas bandas portuguesas, a Robbie Williams, Madonna, Ben Harper, Linkin Park, Bush, até Toni Carreira no Altantico eu vi. E até ontem o meu concerto preferido tinha sido Metallica ao Vivo no SBSR. E foi sem duvia brutal. Também um grande espectaculo acompanhado do facto de ser a minha banda favorita, faz desse concerto um dos que irá ficar entre o Top dos concertos da minha vida. Mas nem esse consegue ultrapassar aquilo que vi ontem.
Se musicalmente não se pode apontar nada àquela que é quase unanimemente considerada a melhor ou maior banda do mundo, visualmente o espetaculo é inegualavel. Mas um concerto de U2 não é só isso, toda a aura, todo o envolvimento politico-social, toda a carga emocional é diferente. E isto faz deste espetaculo uma coisa irrepetivel.
Disse um dia que não morria sem ver tres bandas ao vivo. Uma delas, já vi duas vezes, Metallica. Outra, aquela que vai ser mais dificil de concretizar, e que me poderá garantir a imortalidade, Rolling Stones. E ontem cumpri mais um desses tres requisitos para morrer musicalmente satisfeito. U2.
Deixo-vos com um video de fraca qualidade da minha musica preferida de U2 no concerto de ontem em Coimbra! Briosaaa!





Ps. E pessoal, viagem de comboio, é um descanso...