sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Teste de idade.


Ps. Peço desculpa por na imagem dizer "objetos" e nao "objectos". Não é da responsabilidade do autor do blogue.

Serviço Publico

Diz-me onde moras... (por Miguel Esteves Cardoso)

Se eu ando com pouco que escrever por aqui, este senhor tem sempre muito que escrever. E ao contrario de mim, o que ele escreve vale sempre a pena ser lido.
Aqui fica um texto que me foi enviado pelo João Afonso há uns meses.

Diz-me onde moras... (por Miguel Esteves Cardoso)


"Um dos grandes problemas da sociedade portuguesa é o trauma da morada.
Por exemplo, há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide.
Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide.
Nunca mais ninguém o viu.
Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.
Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alfornelos, Murtosa, Angeja, ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.
Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau.
Ao ler os nomes de alguns sítios - Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na Europa.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
Imagine-se o impacto de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro?
Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda.
Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso ?
Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?
É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".
Ninguém é do Porto ou de Lisboa.
Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa.
Verá que não é bem atendido. (...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima !!!
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros. Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo : Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol. (...)
Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do Bogadouro (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).

(Miguel Esteves Cardoso)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

50.000

Mesmo a funcionar a vapores, o Blogue lá chegou aos 50.000 visitantes. Não me vou repetir, sobre a surpresa que foi ter tanta gente a passar por aqui, nem nos agradecimentos. Fico muito contente pelo sucesso relativo e possível do blogue, e pela expressão "chaparro de ferro" ter sido adoptada, e já muito ouvida por ai.
Começámos em 2008 e em 3 anos conseguimos todas estas visitas. Hoje é normal que tenham abrandado com a explosão do facebook. Mas mesmo com menos comentários e visitas, vou tentar continuar com o blogue, e tentar também voltar a dinâmica que já teve em termos de posts. Vou tentar fazer uma ou outra leve alteração à imagem do blogue, visto que fui obrigado a mexer-lhe para tentar resolver o problema da barra lateral. E como estou com a mão na massa, vamos ver o que daqui sai.
Um abraço a todos, e continuem a passar por aqui, e principalmente a deixar os vossos comentários. Quer aqui, quer nas ligações do facebook. Que foi para isso que eu e o João Flores criámos o blogue, para abrir um espaço de discussão e entretenimento.

Post Anterior

Tive uns problemas técnicos aqui no Blog devido ao post "Diário de Bordo". Devido a um erro nos códigos da mensagem, a barra lateral tinha desaparecido do Blogue. A única solução foi mesmo apagar o dito post, e voltar a coloca-lo agora. Sei que é antigo e fora de contexto em Setembro, mas não queria de ter de o apagar.

Diario de Bordo

Aqui fica um pequeno diario de bordo do SW2011 que vai sendo escrito ao longo dos dias de festival.
Dia 1
De pulseira azul no pulso "não puxe, não estique, não rasgue, não fume, não corte as pontas", lá fomos até ao recinto para a tradicional recepção ao campista. Mas logo ao chegar ao estacionamento reparámos que esta ia ser diferente. O parque quase atestado de carros festivaleiros era o prenuncio para o que ia acontecer. Uma grande enchente. Sem nomes de destaque, so com DJ's para este primeiro dia ainda a meio gás, o recinto encheu. Um grande ambiente neste primeiro dia de sudoeste, que prova que este é um festival que não precisa de um grande cartaz para proporcionar bons momentos, e trazer muita gente à nossa terra.
Destaco a actuação de Axwell, que faz parte dos Swedish House Mafia, que deixou todo o publico aos saltos durante o seu set, e deixou toda a gente com agua na boca para o ultimo concerto do SW deste ano.
De resto, tudo igual. Comida e bebida cara, e poucas novidades visiveis a "olho nu".
Acabo o diario do dia verificando que, ou os festivaleiros estão cada vez mais novos, ou eu estou mesmo a ficar velho. Ou ambas!

Dia 2
E ao segundo dia entendi que não ia conseguir escrever o diário de bordo todos os dias como fiz nas outras edições. Edições essas que chegava a fazer os textos nos próprios dias dos concertos depois de chegar a casa.
Então este vai ser um diário adulterado, escrito um dia depois do encerramento do festival.
Arranquei de casa mais cedo para que pudesse chegar ao recinto e ver a actuação de Janelle Monáe. E valeu a pena, que grande voz e que grande energia em palco. Adorei a actuação e é sem duvida um nome a reter. Seguiu-se Raphael Saadiq, e dele pouco vi, aproveitei para ir comprar três t-shirts por 10€. Fui ouvindo ao longe, e vi o fim da actuação. Pareceu-me bom. Tou errado?
Depois de algum tempo de espera chegou Snoop. Confesso que as minhas expectativas eram bem baixas. Não sou o maior dos fans deste senhor, e do seu concerto não esperava nada. E talvez por isso, superou todas as minhas expectativas. Gostei da actuação, e da sua ligação a um imenso publico que foi à Herdade da Casa Branca para o ver. Nota muito positiva para este segundo dia de festival.

Dia 3
Mais uma vez sai de casa de propósito para ir ver um concerto em especial. E mais uma vez valeu a pena. Luísa Sobral, a nossa nova coqueluche arrasou. Mesmo num concerto num palco secundário, mesmo cheia de inseguranças e problemas técnicos, a menina dos sete instrumentos mostrou o seu enorme talento, e que já não é uma promessa da nova musica portuguesa. É uma certeza! Um dos meus momentos preferidos do SW2011.
Sai do concerto da menina Luísa a correr para ir ver Patrice, e mais uma vez uma boa actuação bem ao espírito de um festival de verão. Boa onda, animação, é tudo o que se quer em eventos como este.
Seguiu-se Kanye West. E este foi provavelmente um dos momentos do Sudoeste. A actuação poderosa, e toda a produção que envolve o espectáculo coloca Kanye directamente no top dos momentos do SW.
Infelizmente tive de voltar para casa antes da actuação de Underworld. Noutros tempos pediria que me deixassem uma opinião sobre esta actuação nos comentários. Mas isso seria no tempo em que haviam comentários por aqui.

Dia 4
Primeiro concerto perdido. Tive mesmo pena de não ver a actuação de Valete, de quem gosto bastante. Fica para outra ocasião.
Comecei o dia com The Script, que me desiludiram um pouco. Gosto até de algumas das suas musicas, mas pareceram-me completamente descontextualizados. Acho-os uma boa banda de radio, e estou convencido que as suas actuações ao vivo encaixarão perfeitamente noutro tipo de ambientes, mas definitivamente, não num festival. Um dos momentos mais mortos que assisti este ano no Sudoeste.
Depois de uma sandoxa de porco no espeto e de um crepe de chocolate com gelado, cheguei-me à frente do palco para ver a banda que mais queria ver nesta edição. E foi um bom concerto que os Scissor Sisters deram nesta edição do nosso festival. Animados, com musicas orelhudas e dançáveis. Muito bom!
Para terminar o dia, o Déjà vu do ano. Não é que me pareceu que já tinha visto este concerto de Guetta em qualquer lado? Mas pelo menos a sensação foi boa, e mesmo sendo uma repetição do concerto do ano passado deste DJ, foi uma bomba. Guetta rebentou com tudo e elevou muito a fasquia do top das actuações do festival.

Dia 5
Cheguei sozinho ao recinto, e por lá andei uns bons momentos assim. E vi o que sempre vejo, neste ultimo dia há sempre um sentimento de nostalgia e tristeza por ser o ultimo dia. As pessoas deambulam pelo recinto, sem se fixarem tanto nas actuações, aproveitando para ir adiantando a despedida da Costa Alentejana.
Depois disso, e já acompanhado, vi as actuações de Interpol e de The National. Provavelmente (no que ao meu gosto pessoal diz respeito) as melhores bandas que passaram por esta edição. Musica a serio, tocada por musicos a serio, e talentosos ainda por cima. Palavra para a grande actuação de The National, que aliaram um bom gosto musical a um extremo bom gosto visual na sua actuação. Adorei os efeitos visuais.
Depois de tudo isto, e depois de Guetta ter elevado a fasquia. Chegaram os meninos que além de ultrapassarem a fasquia, destruíram-na e atiraram-na para a estratosfera. Que bomba que caiu no SW2011. Swedish House Mafia foram claramente a melhor actuação desta edição, e fecharam o festival em altas, com toda a gente aos pulos. Nota maxima para estes meninos.

Nota sempre positiva para as excelentes sandes de porco no espeto, e super negativa para os sumos de cenoura da Vitacress. Alguem tem de contratar algum para provar os produtos antes de os comercializar...

Para o ano há mais! Lá estaremos!

Oh my god!

Oh My God! Eles existem.
O Rei Leão é o meu filme favorito, e eles dois dos melhores personagens alguma vez criados.

sábado, 24 de setembro de 2011

Descubra as diferenças

Já há muito tempo que não metia um disparate destes por aqui, mas...


... descubra as diferenças!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Vamos bailar...

"Um madeirense dá à luz um casal de gémeos e resolve dar-lhes os nomes de Madeira e Alberto João. Ao ter conhecimento da homenagem, o presidente do governo regional vai visitar a mãe e encontra-a a amamentar um dos bebés enquanto embala o outro. Perante a alegria de Jardim, a mãe diz: "Shiiiu, que se a Madeira acorda, o Alberto João já não mama mais.""

terça-feira, 13 de setembro de 2011

E-Golo Finalmente

Chegou tarde, mas chegou. Já vou começar com uma semana de atraso, mas o que interessa é competir com o pessoal jornada a jornada.
Já está criada a nossa liga habitual, este ano com o nome de Liga Chaparro de Ferro, e pode ser activada com o codigo YVSY63 .
Que comecem os jogos!