quarta-feira, 18 de agosto de 2010

E daqui a pouco acaba o verão

Vinha no outro dia da Zambujeira do Mar com uns amigos depois de uma voleibolzada na praia quando um deles lembrou os restantes passageiros que os dias já eram mais pequenos. Realmente já era de noite, e só isso explica o facto de me ter esquecido dos oculos escuros em cima do tejadilho do carro e dos ter consequentemente perdido. Se ainda estivesse sol, estariam de certeza a fazer a sua função na minha cara, e não perdidos pelo asfalto.
Entre um ou outro palavrão chegamos à conclusão que embora ainda falte pouco mais de um mês, o verão já está de resto, e a consequencia mais chata disso tudo é o encortar dos dias. Quem não adora dias longos, em que às nove da noite ainda temos o sol a por-se sobre o oceano?
A conversa foi durando, até que ao passar o Malavado a revolta deu lugar ao tipico pensamento tuga do "devia ser assim".
"-E quando mudar a hora ainda é pior!", pois, todos eramos de opinião que a hora não devia mudar. É deprimente estar às cinco da tarde com o anoitecer. Criámos várias teorias, como mudar a hora para beneficiar sempre a luz, para que os dias fossem maiores.
Até que cheguei à que acho que tenha sido a melhor das teorias da tarde, ou lusco fusco, como lhe quiserem chamar.
Pois eu acho que a hora não deveria mudar. Se alguem deveria mudar era o sol! Porra, se todos na vida temos horarios a cumprir, responsabilidades, prazos, porque é que aquele gajo, só porque brilha mais que os outros pode fazer o que lhe der na telha?
Pois ele também deveria ter um horário de trabalho! Hora para entrar ao serviço e hora para sair. Se for preciso pica também o ponto! E como ser astro não é para qualquer um, nem tem direito a ferias. Castigo por andar todos este milhões de anos a fazer o que quis sem dar satisfações a ninguem. Quanto muito dei-lhe umas tolerancias de ponto no inverno em que anda mais encoberto, e uns coffee breaks durante um ou outro eclipses total.
E se ele se armar muito em esperto vai também para o desemprego. Com a crise toca a todos. Ha-de haver alguem que aceite o emprego, e se calhar até a ganhar menos...

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